Despesas não operacionais vs investimentos: por que separar
Quando o orçamento aperta, separar Despesas não operacionais de Investimentos ajuda a ver o lucro real da fazenda. Despesas não operacionais são gastos que não afetam a produção diária. Investimentos são aquisições que geram retorno no longo prazo, como máquina nova, reforma de galpão ou silos. Mantê-los em caixas distintas facilita o controle do caixa e evita confusão no fechamento do mês.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Por que separar? Primeiro, evita que custos pontuais pareçam lucro. Segundo, mostra claramente quanto a atividade principal rende. Com esse contraste fica mais fácil planejar pagamentos, definir prioridades de troca de equipamento e manter o orçamento sob controle.
Como fazer, na prática:
- Crie duas categorias simples na planilha ou no software: Despesas não operacionais e Investimentos.
- Registre cada entrada e saída com data, descrição e valor. Classifique cada item na categoria correta.
- No fechamento mensal, some as Despesas não operacionais e compare com os Investimentos realizados. Veja o impacto no lucro operacional.
- Para itens grandes, determine o tempo de retorno. Se a vida útil for superior a um ano, trate como Investimento.
- Defina um teto de retirada e um plano de reinvestimento. Assim o dinheiro não é gasto sem objetivo.
- Peça apoio ao contador para manter a consistência da classificação e facilitar o reporte financeiro da fazenda.
Exemplos práticos ajudam a entender: financiar uma nova máquina costuma entrar como Investimento; fretes, multas ou juros de atraso aparecem como Despesas não operacionais. Com o tempo, essa distinção melhora a tomada de decisão e a sustentabilidade do negócio.
Classificação de custos: retirada, pró-labore e reinvestimento
Ao organizar o orçamento da fazenda, três saídas de dinheiro importam: retirada, pró-labore e reinvestimento.
A retirada é o dinheiro que o sócio tira para uso pessoal. Não é despesa operacional nem custo de produção. Ela reduz o patrimônio líquido do negócio.
O pró-labore é o pagamento formal do trabalho do proprietário ou dos sócios que atuam como funcionários. Trata-se de uma despesa para a empresa e reduz o lucro. Ele precisa refletir o tempo e a responsabilidade de quem trabalha na fazenda e deve seguir o valor de mercado.
O reinvestimento são aquisições que fortalecem a operação, como máquinas, silos, reforma de galpão ou tecnologia. Esses gastos entram como ativo e geram depreciação ao longo da vida útil. Eles não reduzem o lucro imediatamente, mas ampliam a capacidade de produção.
Como classificar na prática? Primeiro, crie três contas no seu sistema: Retirada, Pró-labore e Reinvestimento.
Registre cada movimento com data, valor e objetivo. Distinga claramente o que é custo de produção do que é retirada. Ao fechar o mês, repasse os reinvestimentos para ativos e calcule a depreciação correspondente. Consulte o contador para manter tudo em conformidade fiscal.
Exemplos simples ajudam: se você compra uma nova máquina, isso entra como Reinvestimento (ativo). Se o proprietário recebe salário pela atividade, isso é Pró-labore. Saídas para uso pessoal entram em Retirada. Com o tempo, a classificação correta facilita o planejamento de caixa e a tomada de decisão.
Gestão disciplinada: teto de retirada e reinvestimento
Gestão disciplinada de retirada e reinvestimento evita sacrifícios futuros. O teto de retirada protege o caixa e a capacidade de investir. O teto de reinvestimento assegura recursos para modernização sem comprometer a operação.
Ter tetos bem definidos evita tomar dinheiro da empresa para gastos pessoais ou para projetos sem retorno. Esses limites mantêm o equilíbrio entre lucro, liquidez e crescimento sustentável.
Por que ter tetos?
Sem teto, o dono pode exceder o que a fazenda suporta. Com limites claros, a gente sabe quanto é suficiente pra vida pessoal sem colocar a produção em risco. Além disso, tetos ajudam a planejar safras sensíveis e investimentos maiores.
Como calcular o teto de retirada
Primeiro, calcule o lucro líquido disponível após custos fixos e impostos. Em seguida, determine o caixa mínimo de giro para 2 a 3 meses. Defina uma reserva de emergência para imprevistos. Escolha uma porcentagem de retirada que não ultrapasse esses limites, por exemplo 10% a 30% do lucro líquido.
- Calcule o lucro líquido disponível após custos operacionais.
- Estime o caixa mínimo necessário para giro de curto prazo.
- Defina uma reserva para imprevistos equivalente a pelo menos 1 mês de despesas.
- Defina a porcentagem de retirada dentro desses limites.
Se o retorno for irregular, ajuste a porcentagem ou combine com uma retirada escalonada ao longo do ano.
Como calcular o teto de reinvestimento
Analise o CAPEX esperado, a depreciação prevista e a substituição de ativos. Defina quanto do lucro pode permanecer na empresa para crescer, mantendo o capital de giro estável. Geralmente, 40% a 70% do lucro líquido pode ir para reinvestimentos, dependendo da necessidade de expansão e da reserva de contingência.
- Liste os investimentos planejados e suas prioridades.
- Calcule o impacto no caixa após giro e reservas.
- Estabeleça uma porcentagem fixa para reinvestimento anual.
Boas práticas: registre os tetos na governança da empresa, revise semestralmente e ajuste conforme a sazonalidade. Consulte o contador para manter tudo em conformidade fiscal.
Exemplo prático
Exemplo prático: lucro líquido anual de 200 mil reais. A gente precisa de 60 mil no giro para manter as operações. Reinvestimento desejado fica em 100 mil. Retirada máxima sugerida em 30 mil. Se esse plano tira muito do caixa, reduza o reinvestimento para 90 mil. Assim, sobra caixa para imprevistos e manutenção.
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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.
