Quando aplicar a calagem na cobertura da pastagem
Calagem na cobertura da pastagem ajuda a corrigir o solo sem revolver as raízes. Quando a pastagem precisa de correção de pH, a calagem na cobertura ajuda. Ela corrige o solo sem revolver as raízes. Primeiro, faça um teste de solo. Esse teste mostra o pH-alvo e a dosagem necessária.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Quando aplicar
Para pastagem, aplique a calagem na cobertura antes da temporada de chuvas. O solo úmido facilita a dissolução. A dose varia conforme o solo; doses comuns vão de 1 a 3 t/ha. Para solos com baixa Mg, prefira calcário dolomítico.
Como calcular a dose
Use o resultado do teste de solo para definir a dose. Siga a recomendação do laboratório, dentro do intervalo seguro. Espalhe de forma uniforme com um distribuidor de calcário. Após a aplicação, aguarde a chuva ou utilize irrigação leve para ativar. Monitore o pH a cada 1-2 anos e repita se necessário.
- Faça o teste de solo recente para conhecer pH, Ca e Mg.
- Defina o pH alvo adequado para seu pasto.
- Escolha o calcário certo para cobertura (granulado; dolomítico se Mg necessário).
- Calcule a dose pela recomendação do laboratório.
- Espalhe de forma uniforme com um distribuidor de calcário no pasto.
- Espere chuvas para ativar o calcário ou irrigação leve.
- Reavalie o pH a cada 1-2 anos.
Como escolher o calcário certo para cobertura
Calcário para cobertura eleva o pH da camada de raiz sem revolver o solo. A escolha certa depende do seu tipo de solo, da necessidade de Mg e da disponibilidade de produto.
Faça um teste de solo para saber o pH atual, Ca e Mg. O laboratório também aponta a dose necessária para chegar ao pH alvo da sua pastagem.
Principais opções de calcário
Calcítico tem mais cálcio, enquanto o dolomítico contém cálcio e magnésio. Se o solo precisa de Mg, o dolomítico costuma ser a melhor opção. Observe o PNC (poder de neutralização da cal) para entender a reação por tonelada; produtos com maior PNC reagem mais rápido.
Granulometria importa. Calcário granulado tem ação mais lenta, ideal para cobertura superficial. Já o moído reage mais rápido, útil quando o solo é muito ácido e a resposta precisa ser rápida.
Como escolher com base no solo
- Considere o pH alvo adequado para a sua pastagem.
- Use o teste de solo para decidir entre calcítico e dolomítico.
- Verifique a necessidade de Mg e escolha o mineral correspondente.
- Leve em conta o custo, a logística e a disponibilidade local.
Dicas práticas de aplicação
- Espalhe de forma uniforme com um distribuidor de calcário.
- Para ativação, procure solo levemente úmido ou use irrigação leve após a aplicação.
- Monitore o pH a cada 1–2 anos e repita conforme necessidade.
Cuidados para manter pastagem produtiva sem incorporação no solo
Cuidados para manter pastagem produtiva sem incorporação no solo começam na superfície. Assim, não mexemos na raiz e preservamos a estrutura do solo. O segredo está em operações de superfície, como adubação, calagem e manejo de pastejo. Se a pastagem está pouco vigorosa, a gente sabe que é hora de agir sem revolver o solo.
Adubação de superfície
Adubação de superfície envolve aplicar nutrientes na camada mais próxima das plantas. Use espalhadores calibrados para distribuir de forma uniforme. Escolha fontes com liberação compatível com o ritmo de rebrota e com a disponibilidade local.
- Faça um teste de solo recente para conhecer pH, Ca e Mg e a necessidade de fósforo e potássio.
- Espalhe as fontes com o equipamento correto para cobertura uniforme.
- Se possível, utilize chuva ou irrigação leve para ativar a nutrição sem perdas.
- Monitore o pH a cada 1-2 anos e ajuste conforme necessário.
Calagem superficial
A calagem superficial corrige o pH da camada de raiz sem revolver o solo. Aplique conforme o teste de solo e escolha calcário dolomítico se Mg for necessário.
- Granulometria importa: calcário granulado tem ação mais lenta; moído reage mais rápido.
- Observe o poder de neutralização da cal (PNC) para entender a reação por tonelada.
Gestão de pastejo
Rotacionar piquetes aumenta a cobertura e a qualidade da forragem. Mantenha a altura de pastejo entre 5 e 7 cm para estimular rebrota.
- Divida o pasto em 4-6 piquetes e gire conforme a seca ou a estação.
- Evite o super pastejo e permita recuperação adequada entre entradas.
Monitoramento e ajustes
Observe a densidade de gramíneas, o surgimento de invasoras e a biomassa disponível. Use indicadores simples como cor das folhas e altura da forragem. Faça medições sazonais e ajuste fertilizantes conforme necessário.
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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.
