Primavera aumenta o risco de parasitas no rebanho e reforça vermifugação estratégica

Primavera aumenta o risco de parasitas no rebanho e reforça vermifugação estratégica

Por que a Primavera eleva o risco de parasitas no rebanho

Na primavera, o calor e a umidade aceleram o ciclo dos parasitas.

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Mais animais no pasto e plantas novas elevam a exposição aos parasitas.

Os bezerros costumam ter menor proteção imune no início da estação, infelizmente.

Esses fatores elevam o risco de infecção por parasitas gastrointestinais e outros.

A boa gestão do pasto, aliada à vermifugação responsável, reduz perdas.

Vamos às estratégias práticas para manter seu gado saudável nesta estação.

Como a Primavera eleva o risco

O calor favorece a multiplicação de larvas no pasto e em fendas do solo.

Chuva constante cria pastagens com umidade, ideal para ovos e larvas.

Ao mesmo tempo, bezerros com menos imunidade respondem mais à infestação.

Estratégias práticas

  1. Faça contagem de ovos de nematódeos (FEC) para medir a carga real.
  2. Use manejo de refúgio para manter população de larvas sensíveis na pastagem.
  3. Adote tratamento direcionado com base na FEC, em vez de dose única.
  4. Rotacione piquetes para reduzir a carga de larvas na pastagem.
  5. Evite pastejo intenso em áreas úmidas e trilhas de água.
  6. Cuide da higiene de bezerros para evitar infecções.

Vermifugação estratégica: calendário anual e boas práticas

A vermifugação estratégica começa com um calendário anual simples que guia cada dose.

Ela reduz parasitas sem criar resistência aos remédios.

Nesta seção, vamos mostrar como montar o calendário e aplicar as boas práticas.

Por que ter um calendário anual

Um calendário ajuda a planejar pastejo, pastagem e momentos de checagem de parasitas.

O que observar na prática

Use FEC para medir a carga parasitária e decidir quando tratar.

Elementos-chave do calendário

  1. FEC de base anual para todos os animais.
  2. Refúgio: manter parte da pastagem sem pastejo para larvas sensíveis.
  3. Tratamento direcionado com base em FEC, não dose automática.
  4. Rotacionar classes de antiparasitários para reduzir resistência.
  5. Registrar datas, dose, produto e observações de campo.

Seja simples, constante e conte com a orientação de um veterinário para ajustar o calendário à sua realidade.

Resistência e manejo: peso, dosagem e rotação de ativos

A resistência parasitária surge quando a dosagem é insuficiente ou mal aplicada. Peso real dos animais determina a dose, pra não sob-dosar nem superdosar.

Escolher o ativo certo depende da orientação do veterinário e da bula do produto. Use o peso registrado para selecionar a dose adequada e evitar desperdício de medicamento.

Peso e dosagem baseada no peso

Faça estimativas com fita métrica ou balança para chegar ao peso. Doses são dadas em mg por kg, conforme a bula. Registre o peso e a dose para cada lote de animais.

Rotação de ativos

Rotar classes de antiparasitários evita que os parasitas desenvolvam resistência. Não troque sempre pelo mesmo ativo; alterne entre grupo 1, 2 e 3 conforme orientação.

Planeje a rotação com base na idade, no estado corporal e na carga parasitária de cada grupo de animais.

Refúgio e manejo da pastagem

Mantenha área sem pastejo para preservar larvas sensíveis, aumentando a eficácia dos tratamentos subsequentes. Pastos bem manejados ajudam a reduzir a carga geral de parasitas.

Pastoreie de forma rotativa para não concentrar infestações em um único piquete.

Monitoramento e registro

Faça FEC periodicamente para ajustar as ações. Registre dose, animal, lote, data e produto utilizado. O monitoramento orienta quando manter, ajustar ou interromper o tratamento.

  1. Estime o peso com método simples ou pese os animais, quando possível.
  2. Use a dose recomendada pela bula com base no peso.
  3. Documente cada tratamento para evitar erros.
  4. Solicite orientação do veterinário antes de rotacionar ativos.

Cuidados com produtos e observação de risco no rebanho

Cuidados com produtos veterinários começam pela organização do local de uso. Assim a gente evita erros, contaminação e riscos para a equipe. A prática correta protege o rebanho e a saúde da gente também.

Armazenamento seguro

Guarde cada produto em seu espaço designado. O local deve ser seco, ventilado e com acesso controlado. Não misture vacinas, medicamentos e adjuvantes. Mantenha prateleiras limpas e rótulos legíveis.

  • Local separado do alimento e da água.
  • Controle de temperatura adequado para cada produto.
  • Rotulagem clara com validade e lote.
  • Inventário semanal dos estoques para evitar vencimentos.

Rótulos, validade e manipulação

Cheque sempre a data de validade e as condições de armazenamento indicadas na bula. Não use produtos com sinais de violação ou alterações. Anote a data de abertura após cada uso para acompanhar a vida útil.

Dosagem segura e administração

Siga a bula e ajuste pela massa do animal. Utilize balança ou registro de peso para calcular a dose correta. Use seringas, agulhas e materiais de assepsia adequados e descarte os resíduos conforme orientação veterinária.

  1. Pese os animais para definir a dose exata.
  2. Administre pela via indicada e com técnica adequada.
  3. Documente a dose, o produto, o lote e quem realizou o manejo.

Descarte de resíduos e embalagens

Descarte embalagens vazias e resíduos de forma segura. Não jogue no lixo comum nem queime as embalagens. Utilize pontos de coleta ou devolução conforme orientação local. Limpe o espaço após o uso para evitar contaminações.

Observação de risco e reações adversas

Fique de olho em sinais como tremores, salivação excessiva, diarreia, fraqueza ou dificuldade respiratória. Qualquer reação deve ser comunicada ao veterinário e registrada. Antecipe ações para proteger o rebanho, o manejo de manejo e a biossegurança.

Registros e responsabilidade

Mantenha um registro simples, mas completo. Anote data, produto, lote, dose, animal ou lotes tratados e quem fez o manejo. Revise os estoques mensalmente com o veterinário para ajustes e planejamento.

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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.

joão silva

Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite. Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.