Declínio do Rebanho em MT e queda das matrizes reprodutivas
O declínio do rebanho em MT está impactando a oferta de carne e o lucro. A baixa nas matrizes reprodutivas reduz o número de bezerros no pasto. Duas forças costumam puxar esse movimento: pastejo estressado e custo de ração.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Principais causas
- Secas prolongadas reduzem pasto, elevam custo de suplementação e atrapalham a cria.
- Preços altos de rações pressionam o manejo reprodutivo e a reposição.
- Doenças e estresse térmico pegam as matrizes, reduzindo taxas de cria.
- Volume de bezerros menor que a demanda dos frigoríficos.
O que você pode fazer hoje
- Avalie a condição das pastagens e ajuste a lotação para evitar pastejo excessivo.
- Intensifique a suplementação estratégica de matrizes durante a seca para manter a reprodução.
- Planeje inseminação artificial e controle do intervalo entre partos para melhorar a taxa de acasalamento.
- Priorize reposição com novilhas bem adaptadas ao seu ambiente para reduzir perdas.
- Invista em manejo sanitário e vacinação para evitar doenças que afetam a reprodução.
Com planejamento, a recuperação começa com o manejo diário. O foco é manter matrizes saudáveis, ajustar o pasto e planejar a reposição com cuidado.
Impactos na oferta de bezerros e no preço da carne
A oferta de bezerros determina, em grande parte, o preço da carne no curto prazo. Quando há menos bezerros prontos para o abate, o mercado reage com preços mais elevados. Quando a oferta aumenta, os preços tendem a cair, abrindo espaço para consumidores. Essa dinâmica envolve reprodução, mortalidade, pastagem e custo de alimentação.
Impactos na oferta de bezerros
- Taxas de natalidade alta aumentam bezerros disponíveis ao longo do tempo.
- A queda na eficiência reprodutiva reduz a entrada de bezerros no abate.
- Doenças ou estresse térmico elevam perdas e reduzem reposição.
- Condições de pastejo afetam o ganho de peso dos bezerros.
Como isso se reflete nos preços da carne
Com menos bezerros disponíveis, o abate fica curto e os frigoríficos pagam mais para manter o fluxo. Elevações de custo passam para o preço da carne ao consumidor. A sazonalidade, como seca e chuva, também influencia a disponibilidade de bezerros.
Estratégias para o produtor mitigar volatilidade
- Fortaleça a reposição com animais jovens bem adaptados ao ambiente.
- Planeje inseminação artificial com calendário de parto para ordenar fornecimento de bezerros.
- Melhore manejo de pastagens para reduzir perdas na seca.
- Use suplementação estratégica durante períodos de déficit.
- Invista em saúde e vacinação para evitar quedas reprodutivas causadas por doenças.
Com planejamento, a volatilidade pode ficar menor.
Análise de Indea e Imea: evolução de 2024 para 2025
As avaliações da Indea e do Imea em 2024 apontam direções para 2025. Essas direções ajudam você a planejar pasto, reposição e venda.
Contexto e funções
A Indea acompanha a oferta regional de bezerros, natalidade e manejo de pastagens. O Imea analisa o comportamento do mercado, preços e demanda. Juntas, elas orientam decisões ao longo do ano.
Tendências-chave entre 2024 e 2025
- Reposição e natalidade: sinais de retomada ou estabilização conforme clima e pastagem.
- Preço da carne: volatilidade pode ocorrer por mudanças na demanda interna e nas exportações.
- Custo de alimentação: preço de grãos e forragos impacta a margem do produtor, especialmente na seca.
- Condições de pastagem: chuvas sazonais afetam o ganho de peso dos bezerros.
Implicações práticas para o produtor
- Alinhe a reposição com a capacidade de manejo e com as previsões de oferta.
- Planeje o calendário de parto para distribuir a demanda de bezerros ao longo do ano.
- Fortaleça a alimentação com forragens conservadas e ração balanceada.
- Faça monitoramento de pastagem e ajuste a lotação para evitar perdas.
- Considere contratos de venda antecipada para reduzir a volatilidade de preço.
Com esses ajustes, você transforma incertezas em planejamento prático, alinhando a gestão do rebanho com as perspectivas traçadas pelas análises de Indea e Imea.
Perspectivas para 2026: ajustes no manejo e genética
Para 2026, o manejo e a genética vão caminhar juntos para aumentar a produtividade com menos custo.
A gente vai usar dados simples do dia a dia para orientar decisões reais. O objetivo é manter o peso, a fertilidade e o custo sob controle, mesmo com variações climáticas.
Ajustes de manejo para 2026
Rotação de pastagens mais eficiente evita pastejo excessivo. A gente observa a condição do pasto e ajusta a lotação quase semanalmente. A suplementação precisa acompanhar o clima e a produção para não estourar a planilha.
- Simule a rotação de pastos com previsão de chuva para não deixar áreas ociosas.
- Atualize o manejo sanitário e vacinação conforme riscos regionais.
- Use NDVI para acompanhar a saúde da pastagem. NDVI é um índice simples que usa imagens para indicar qualidade.
- Programe a suplementação na seca para manter o ganho de peso e a reprodução.
- Revise a reposição com novilhas bem adaptadas ao ambiente.
Genética e seleção para 2026
A genética que entrega retorno vem da seleção de traços-chave como fertilidade, eficiência alimentar, ganho de peso e rusticidade. Em 2026, use inseminação artificial programada e estratégias de reposição para acelerar ganhos genéticos.
- Priorize traços de fertilidade, adaptabilidade e resistência a doenças.
- Combine inseminação artificial com monitoramento de parto para distribuir a demanda de bezerros.
- Considere embriões de alto valor para multiplicar bons genes rapidamente.
- Adote genética de precisão para priorizar animais mais produtivos.
Registre dados simples todos os dias. Revise peso, parto e custos mensalmente para ajustar o plano e seguir firme até 2026.
Além disso, confira abaixo esses posts:
Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.
