Rebanho MT recua 2% em 2025 e matrizes atingem menor participação

Rebanho MT recua 2% em 2025 e matrizes atingem menor participação

Declínio do Rebanho em MT e queda das matrizes reprodutivas

O declínio do rebanho em MT está impactando a oferta de carne e o lucro. A baixa nas matrizes reprodutivas reduz o número de bezerros no pasto. Duas forças costumam puxar esse movimento: pastejo estressado e custo de ração.

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Principais causas

  • Secas prolongadas reduzem pasto, elevam custo de suplementação e atrapalham a cria.
  • Preços altos de rações pressionam o manejo reprodutivo e a reposição.
  • Doenças e estresse térmico pegam as matrizes, reduzindo taxas de cria.
  • Volume de bezerros menor que a demanda dos frigoríficos.

O que você pode fazer hoje

  1. Avalie a condição das pastagens e ajuste a lotação para evitar pastejo excessivo.
  2. Intensifique a suplementação estratégica de matrizes durante a seca para manter a reprodução.
  3. Planeje inseminação artificial e controle do intervalo entre partos para melhorar a taxa de acasalamento.
  4. Priorize reposição com novilhas bem adaptadas ao seu ambiente para reduzir perdas.
  5. Invista em manejo sanitário e vacinação para evitar doenças que afetam a reprodução.

Com planejamento, a recuperação começa com o manejo diário. O foco é manter matrizes saudáveis, ajustar o pasto e planejar a reposição com cuidado.

Impactos na oferta de bezerros e no preço da carne

A oferta de bezerros determina, em grande parte, o preço da carne no curto prazo. Quando há menos bezerros prontos para o abate, o mercado reage com preços mais elevados. Quando a oferta aumenta, os preços tendem a cair, abrindo espaço para consumidores. Essa dinâmica envolve reprodução, mortalidade, pastagem e custo de alimentação.

Impactos na oferta de bezerros

  • Taxas de natalidade alta aumentam bezerros disponíveis ao longo do tempo.
  • A queda na eficiência reprodutiva reduz a entrada de bezerros no abate.
  • Doenças ou estresse térmico elevam perdas e reduzem reposição.
  • Condições de pastejo afetam o ganho de peso dos bezerros.

Como isso se reflete nos preços da carne

Com menos bezerros disponíveis, o abate fica curto e os frigoríficos pagam mais para manter o fluxo. Elevações de custo passam para o preço da carne ao consumidor. A sazonalidade, como seca e chuva, também influencia a disponibilidade de bezerros.

Estratégias para o produtor mitigar volatilidade

  1. Fortaleça a reposição com animais jovens bem adaptados ao ambiente.
  2. Planeje inseminação artificial com calendário de parto para ordenar fornecimento de bezerros.
  3. Melhore manejo de pastagens para reduzir perdas na seca.
  4. Use suplementação estratégica durante períodos de déficit.
  5. Invista em saúde e vacinação para evitar quedas reprodutivas causadas por doenças.

Com planejamento, a volatilidade pode ficar menor.

Análise de Indea e Imea: evolução de 2024 para 2025

As avaliações da Indea e do Imea em 2024 apontam direções para 2025. Essas direções ajudam você a planejar pasto, reposição e venda.

Contexto e funções

A Indea acompanha a oferta regional de bezerros, natalidade e manejo de pastagens. O Imea analisa o comportamento do mercado, preços e demanda. Juntas, elas orientam decisões ao longo do ano.

Tendências-chave entre 2024 e 2025

  • Reposição e natalidade: sinais de retomada ou estabilização conforme clima e pastagem.
  • Preço da carne: volatilidade pode ocorrer por mudanças na demanda interna e nas exportações.
  • Custo de alimentação: preço de grãos e forragos impacta a margem do produtor, especialmente na seca.
  • Condições de pastagem: chuvas sazonais afetam o ganho de peso dos bezerros.

Implicações práticas para o produtor

  1. Alinhe a reposição com a capacidade de manejo e com as previsões de oferta.
  2. Planeje o calendário de parto para distribuir a demanda de bezerros ao longo do ano.
  3. Fortaleça a alimentação com forragens conservadas e ração balanceada.
  4. Faça monitoramento de pastagem e ajuste a lotação para evitar perdas.
  5. Considere contratos de venda antecipada para reduzir a volatilidade de preço.

Com esses ajustes, você transforma incertezas em planejamento prático, alinhando a gestão do rebanho com as perspectivas traçadas pelas análises de Indea e Imea.

Perspectivas para 2026: ajustes no manejo e genética

Para 2026, o manejo e a genética vão caminhar juntos para aumentar a produtividade com menos custo.

A gente vai usar dados simples do dia a dia para orientar decisões reais. O objetivo é manter o peso, a fertilidade e o custo sob controle, mesmo com variações climáticas.

Ajustes de manejo para 2026

Rotação de pastagens mais eficiente evita pastejo excessivo. A gente observa a condição do pasto e ajusta a lotação quase semanalmente. A suplementação precisa acompanhar o clima e a produção para não estourar a planilha.

  • Simule a rotação de pastos com previsão de chuva para não deixar áreas ociosas.
  • Atualize o manejo sanitário e vacinação conforme riscos regionais.
  • Use NDVI para acompanhar a saúde da pastagem. NDVI é um índice simples que usa imagens para indicar qualidade.
  • Programe a suplementação na seca para manter o ganho de peso e a reprodução.
  • Revise a reposição com novilhas bem adaptadas ao ambiente.

Genética e seleção para 2026

A genética que entrega retorno vem da seleção de traços-chave como fertilidade, eficiência alimentar, ganho de peso e rusticidade. Em 2026, use inseminação artificial programada e estratégias de reposição para acelerar ganhos genéticos.

  • Priorize traços de fertilidade, adaptabilidade e resistência a doenças.
  • Combine inseminação artificial com monitoramento de parto para distribuir a demanda de bezerros.
  • Considere embriões de alto valor para multiplicar bons genes rapidamente.
  • Adote genética de precisão para priorizar animais mais produtivos.

Registre dados simples todos os dias. Revise peso, parto e custos mensalmente para ajustar o plano e seguir firme até 2026.

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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.

joão silva

Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite. Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.