Capim para cavalo deve ser escolhido conforme a raça, idade e finalidade do animal, priorizando espécies como tifton, braquiária ou pangola, com manejo rotacionado, pastos variados, controle de toxinas e suplementação com feno ou silagem quando necessário para garantir saúde, desempenho e nutrição completa aos equinos.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Capim para cavalo não é tudo igual, viu? Se você já teve dúvida na hora de escolher a melhor pastagem, saiba que não está só. Já vi muita gente quebrando a cabeça — e, falando sério, existe capim certo pra cada fase, finalidade e até tipo de solo. Curioso para entender o que faz diferença mesmo na prática?
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Principais espécies de capim para cavalo no Brasil
Ao falar das principais espécies de capim para cavalo no Brasil, é impossível não citar o Braquiária, bastante resistente e adaptada a diferentes solos. O capim-elefante destaca-se pelo alto valor nutritivo e crescimento rápido, sendo ideal para animais em fase de crescimento ou recuperação.
O capim-tifton 85 é amplamente utilizado em haras e centros de treinamento por oferecer elevado teor de proteína e excelente digestibilidade, favorecendo o desempenho de equinos atletas. Já o pangola conquista espaço pela precocidade e boa aceitação pelos cavalos, adaptando-se bem a regiões de clima quente e sol intenso.
Vale mencionar também o coast-cross, reconhecido por sua alta palatabilidade e rendimento, tornando-se opção econômica para manejo de grandes áreas. A escolha entre essas espécies depende tanto das necessidades do plantel quanto das características do ambiente.
Como escolher o capim ideal para cada raça e finalidade
Escolher o capim ideal para cada raça de cavalo e finalidade depende de vários fatores. Para cavalos de trabalho intenso ou esportes, prefira pastagens com mais proteína, como o tifton 85 ou pangola, que fornecem energia sem pesar o trato digestivo. Cavalos de passeio, mais tranquilos, se beneficiam de capins menos calóricos, como o braquiária, evitando ganho de peso excessivo.
Raças maiores, como o quarto de milha, podem precisar de pastos mais robustos e resistentes ao pisoteio, enquanto animais sensíveis, como o árabe, respondem melhor ao capim-coast cross pela suavidade e digestibilidade.
A finalidade também influencia: para reprodução, capins ricos em minerais são fundamentais; para crescimento, é importante garantir fibras e proteína. Não esqueça de adaptar a escolha ao clima, tipo de solo e manejo da fazenda, garantindo sempre pastagens variadas para uma nutrição completa.
Manejo de pastagem: erros comuns e o que evitar
Um dos erros mais comuns no manejo de pastagem é permitir o superpastejo, quando muitos cavalos ficam em uma área pequena por tempo prolongado. Isso causa desgaste do solo e perda de capim. Também é frequente negligenciar o rodízio das áreas de pasto, impedindo a recuperação do gramado e comprometendo a nutrição dos animais.
Outro problema é a falta de correção do solo e adubação. Sem a reposição adequada de nutrientes, o capim perde vigor, atrapalhando o desenvolvimento dos cavalos. Não monitorar o controle de ervas daninhas permite que plantas tóxicas se espalhem e prejudiquem a saúde dos animais.
Evite fornecer ração diretamente sobre o solo, pois isso pode aumentar o risco de ingestão de areia junto com o capim, causando cólicas. O ideal é sempre observar as condições do pasto e planejar o manejo conforme as necessidades do seu plantel.
Fases do cavalo e nutrição: muda tudo?

A nutrição do cavalo varia bastante conforme a idade e a fase de vida do animal. Potros em crescimento precisam de capins com alto teor de proteína, garantindo desenvolvimento ósseo e muscular. Nesta etapa, espécies como tifton e capim-coast cross são recomendadas. Cavalos adultos, especialmente de passeio ou trabalho leve, se adaptam bem a pastos como braquiária e pangola, que têm energia e fibras na medida certa.
Na fase reprodutiva, é fundamental caprichar em minerais como cálcio e fósforo para garantir fertilidade e gestação saudável. Animais idosos podem ter dificuldade de mastigar, e a oferta de forragens macias, ou até feno de qualidade, faz toda a diferença. Ajustar o tipo de capim conforme cada etapa ajuda a manter o cavalo forte, evitando carências e problemas de saúde.
Toxinas e riscos escondidos nos capins mais usados
Algumas espécies de capim para cavalo podem conter toxinas naturais, principalmente quando mal manejadas ou sob estresse. O capim-braquiária, por exemplo, pode produzir substâncias que causam fotossensibilização em equinos, levando a lesões de pele e desconforto. O capim-sudão e sorgo possuem compostos chamados alcaloides cianogênicos, capazes de intoxicar animais se consumidos em grande quantidade ou em certas fases do crescimento.
Além disso, pastagens infestadas por fungos podem apresentar micotoxinas perigosas, afetando fígado e rins dos cavalos. O ideal é observar sempre mudanças de comportamento, coceiras, salivação excessiva ou perda de apetite, sinais de possível intoxicação. Vistoriar o pasto regularmente, evitar consumo de capim com manchas ou aspecto amarelado, e alternar áreas de pastagem reduzem bastante o risco de problemas.
Como identificar deficiências nutricionais a olho nu
Deficiências nutricionais em cavalos podem ser percebidas observando sinais sutis no dia a dia. Perda de brilho na pelagem, queda excessiva de pelos e crescimento lento do casco costumam indicar falta de vitaminas ou minerais. Animais apáticos, com pouca disposição para se exercitar, podem estar precisando de energia ou proteína extra na dieta.
Feridas que demoram a cicatrizar sugerem déficit de zinco ou vitamina A. Músculos pouco desenvolvidos, costelas aparentes ou perda de peso rápido normalmente apontam para problemas na oferta de capim de baixa qualidade ou desbalanceamento alimentar. Fique atento também a dentes desgastados e alterações no comportamento alimentar, pois muitas vezes esses detalhes revelam carências antes que surjam problemas mais graves.
Dicas de plantio e renovação do pasto com baixo custo
Para economizar no plantio do pasto, escolha sementes de capim adaptadas ao clima local, como braquiária ou mombaça, que demandam menos insumos. Realize a correção do solo somente após análise, evitando gastos desnecessários. É possível aproveitar épocas de chuva para semeadura, reduzindo o uso de irrigação artificial.
Divida o terreno em setores menores e faça rotação do pasto. Assim, cada área descansa e se recupera mais rápido, sem necessidade de plantio constante. Após a germinação, faça o controle de ervas daninhas com capinadeira manual ou animais de pequeno porte. Aposte em adubação orgânica de baixo custo, como esterco curtido, para nutrir o solo e estimular o crescimento do capim.
A renovação pode ser feita gradativamente, replantando áreas com baixa cobertura sem precisar destruir todo o pasto. O uso de máquinas leves, como roçadeiras, reduz custos de manutenção e garante uma forragem sempre verde e nutritiva para os cavalos.
Feno, silagem ou pasto verde: quando vale cada um?

O feno é uma ótima opção quando há escassez de pasto verde, principalmente no inverno. Ele garante fibra e nutrientes, mas precisa ser de boa qualidade e bem armazenado para evitar fungos. Já a silagem é indicada em épocas de seca prolongada, oferecendo energia extra e boa conservação dos nutrientes, embora seja mais utilizada para grandes plantéis.
O pasto verde é sempre o mais natural, pois promove comportamento saudável, colabora para a digestão e diminui problemas de estresse. No entanto, a disponibilidade pode oscilar ao longo do ano. Para cavalos atletas ou reprodutores, muitas vezes vale combinar as três opções, ajustando conforme o clima, acesso à terra e necessidades do animal. Observar a condição corporal e a rotina é fundamental para definir o melhor momento de oferecer cada tipo de forragem.
Conclusão: como tirar o melhor proveito do capim para cavalo
Escolher o capim certo para cavalo, cuidar bem do manejo do pasto e variar a alimentação faz toda a diferença para a saúde e desempenho dos seus animais. Ficar atento a sinais de deficiência, riscos e aproveitar opções como feno ou silagem nos momentos certos evita prejuízos e garante bem-estar ao plantel.
Com planejamento simples, boas práticas e cuidados constantes, você consegue manter pastagens produtivas e cavalos sempre fortes e cheios de energia, independente da estação. A atenção aos detalhes é o segredo para resultados que realmente aparecem no campo.
FAQ – Perguntas frequentes sobre capim para cavalo
Posso misturar diferentes tipos de capim para alimentar meus cavalos?
Sim, misturar espécies é recomendado para garantir nutrição completa e evitar deficiências, considerando sempre as necessidades do plantel.
Qual capim é mais indicado para potros em crescimento?
Capins ricos em proteína, como tifton 85 e coast cross, favorecem o desenvolvimento dos potros e garantem crescimento saudável.
Como perceber que o cavalo está com deficiência nutricional?
Sinais como pelo opaco, emagrecimento, apatia e crescimento lento do casco podem indicar deficiência de vitaminas ou minerais.
O capim pode mesmo intoxicar meus cavalos?
Sim. Algumas espécies, se mal manejadas ou atacadas por fungos, podem conter toxinas que prejudicam a saúde dos animais.
Existe pastagem que dispensa uso de feno ou silagem?
Em regiões de clima estável e com pasto verde o ano todo, é possível manter o cavalo só com pastagem, mas o feno serve como reforço na seca.
Quais cuidados práticos devo ter para renovar o pasto gastando pouco?
Use sementes adaptadas, faça rotação das áreas, adube com material orgânico e aproveite as chuvas para plantar, garantindo economia e renovação eficiente.
Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.
