A exportação de gado vivo: Turquia e os países latinos
A exportação de gado vivo é um tema que tem ganhado destaque nos últimos anos, com o mercado latino-americano se destacando como um dos principais fornecedores para países como a Turquia. Com a crescente demanda por gado vivo para reprodução, engorda e abate, é importante entender os detalhes desse mercado em expansão e as oportunidades que ele representa para os pecuaristas e empresários do setor.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!———————————————————————————————-
Apetite turco pelo gado latino
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), o governo turco liberou a importação para engorda de cerca de 600 mil cabeças de gado. A informação foi publicada em janeiro de 2024 e, segundo a USDA, esse número pode aumentar durante o ano, dependendo do governo do país. A entidade destaca que parece muito refletir o desejo do governo turco em transferir as importações para fontes de custos mais baixos, no caso os países da América Latina. Com as mudanças em curso, os pecuaristas turcos não poderão escolher os seus próprios animais, uma vez que o Ministério da Agricultura do país escolherá e distribuirá os animais aos pecuaristas após realizada a quarentena sanitária.
A Turquia tem importado gado (reprodução, engorda e para abate) e carne vermelha continuamente desde 2010. Além disso, as importações de carcaças e carne desossada continuaram, a fim de regular o aumento dos preços internos da carne. Cerca de 60% da ração animal consumida no país é importada, o país do leste europeu também importa sêmen bovino para melhorar e manter a produtividade da pecuária.
O governo turco já gastou cerca de US$ 7 bilhões na importação de gado vivo desde 2010 e se considerar carne vermelha e genética foram gastos US$ 11 bilhões, quase R$ 55 bilhões de reais. De janeiro a novembro de 2023, o país importou 715.403 cabeças de gado, gastando cerca de US$ 1 bilhão, um aumento de 913% em relação ao mesmo período do ano retrasado. As importações foram principalmente de gado para engorda (629.790 cabeças) do Brasil, Uruguai e República Tcheca, com uma quantidade menor de gado leiteiro da Alemanha, Dinamarca e Estados Unidos.
Os importadores turcos compram o gado de engorda mais barato, independentemente da qualidade da carne, proveniente principalmente de países da América do Sul, especialmente do Brasil e do Uruguai. Além disso, como a Turquia exige gado de engorda que não seja castrado, um fornecedor de gado de corte dos EUA precisaria contratar importadores turcos pelo menos seis meses antes do embarque para manter os animais não castrados, o que aumentaria os custos, inviabilizando a negociação.
————————————————————————————————–
Impacto da Importação de Gado Vivo para o Brasil e Uruguai
Com o aumento das importações de gado vivo, especialmente para a Turquia, o mercado brasileiro e uruguaio podem esperar um impacto positivo na demanda e nos preços dos animais. A abertura desse mercado pode ser uma nova oportunidade para os pecuaristas da região, incentivando o investimento na criação de gado para exportação. Além disso, a importação para a Turquia também pode impulsionar a economia como um todo, gerando mais oportunidades de negócio e fortalecendo a indústria pecuária.
Estratégias para Aproveitar o Mercado de Exportação de Gado Vivo
Com a demanda crescente por gado vivo, é fundamental que os produtores brasileiros e uruguaios estejam preparados para atender aos requisitos de qualidade e sanidade animal exigidos pelos importadores. A adoção de boas práticas de manejo e cuidado com os animais, aliada a uma genética de qualidade, pode ser um diferencial competitivo nesse mercado. Além disso, é importante que os pecuaristas estejam atentos às oportunidades de negócio e às condições do mercado internacional, buscando sempre aprimorar seus processos e tecnologias para atender às demandas dos importadores.
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo
Exportação de gado vivo no Brasil
Em setembro de 2023, o porto do Rio Grande do Sul realizou duas operações de embarque de carga viva. Os carregamentos aconteceram através dos navios MV Gulf Livestock II e Anna Marra, com destino à Turquia, totalizando 26.379 cabeças. O país de destino dos animais é o maior parceiro comercial do Brasil nessa modalidade, sendo uma importante via de escoamento para a produção pecuária nacional.
Apetite turco pelo gado latino
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), o governo turco liberou a importação para engorda de cerca de 600 mil cabeças de gado. A informação foi publicada em janeiro de 2024 e, segundo a USDA, esse número pode aumentar durante o ano, dependendo do governo do país. A entidade destaca que parece muito refletir o desejo do governo turco em transferir as importações para fontes de custos mais baixos, no caso os países da América Latina. Com as mudanças em curso, os pecuaristas turcos não poderão escolher os seus próprios animais, uma vez que o Ministério da Agricultura do país escolherá e distribuirá os animais aos pecuaristas após realizada a quarentena sanitária.
A Turquia tem importado gado (reprodução, engorda e para abate) e carne vermelha continuamente desde 2010. Além disso, as importações de carcaças e carne desossada continuaram, a fim de regular o aumento dos preços internos da carne. Cerca de 60% da ração animal consumida no país é importada, o país do leste europeu também importa sêmen bovino para melhorar e manter a produtividade da pecuária.
O governo turco já gastou cerca de US$ 7 bilhões na importação de gado vivo desde 2010 e se considerar carne vermelha e genética foram gastos US$ 11 bilhões, quase R$ 55 bilhões de reais. De janeiro a novembro de 2023, o país importou 715.403 cabeças de gado, gastando cerca de US$ 1 bilhão, um aumento de 913% em relação ao mesmo período do ano retrasado. As importações foram principalmente de gado para engorda (629.790 cabeças) do Brasil, Uruguai e República Tcheca, com uma quantidade menor de gado leiteiro da Alemanha, Dinamarca e Estados Unidos.
Os importadores turcos compram o gado de engorda mais barato, independentemente da qualidade da carne, proveniente principalmente de países da América do Sul, especialmente do Brasil e do Uruguai. Além disso, como a Turquia exige gado de engorda que não seja castrado, um fornecedor de gado de corte dos EUA precisaria contratar importadores turcos pelo menos seis meses antes do embarque para manter os animais não castrados, o que aumentaria os custos, inviabilizando a negociação.
Destaque Rural, com informações da USDA e Faxcarne e Tardáguila Agromercados do Uruguai.

