AS 10 RACAS DE EQUINOS MAIS FALADAS NO BRASIL

cavalos Equinocultura
                                         Anglo Árabe
Trata-se de um cavalo com características que
podem enganar até um perito, à primeira vista.
O Puro – Sangue Inglês, que descende do Árabe,
ainda apresenta indivíduos com características
marcantes do cavalo Árabe.
Como o Anglo- Árabe é produto da reintrodução
do sangue Árabe no PSI, pode haver dúvidas se
determinado animal seria um Anglo- Árabe de
porte elevado, ou um Puro – Sangue Inglês apresentando fortes características de sua
origem Árabe.
Carga genética: A cruza de um animal Árabe com um Puro – Sangue Inglês resulta em
um produto que obterá registro como um Puro – Sangue Anglo – Árabe. Contudo, não é
só o produto com 50% de cada raça que obtém registro: nos vários países onde criam
estes animais, admite-se nova cruza com uma das duas raças tendo o produto 75% de
carga genética de uma raça e 25% da outra. Em alguns países é permitida mais uma
cruza, reduzindo a 12,5% a carga de uma das raças.
Histórico: Criadores europeus, sobretudo ingleses, franceses e poloneses, decidiram
dar nova infusão de sangue Árabe no PSI para torná-lo mais resistente para esportes
amadores, como o salto, além de reduzir o temperamento nervoso do PSI . Note-se que
a nova infusão de sangue Árabe visa somente a animais com maior resistência, pois em
termos de velocidade, para o turfe, o produto perde em rendimento.
Função: O esporte amador, em geral, reunindo o porte e a energia do PSI à resistência
e docilidade do Árabe
.Altura: de 1,5 a 1,65m se utilizados reprodutores de porte ideal.
Pelagem: Alazã ou castanha, passível de tornar-se tordilha se pelo menos um dos
genitores o forem.
                                         Árabe
O cavalo da raça Árabe é rapidamente
identificado pela cabeça delicada, com
seu perfil côncavo, olhos expressivos,
orelhas pequenas e focinho curto.
Igualmente, outra característica
marcante é formado do pescoço e o seu
porte: sinuoso e arqueado, chamado de
cisne, e o cavalo o torna mais
expressivo, elevando a cabeça.
Finalmente, sua garupa é praticamente reta e o rabo, com inserção alta, é levantado
pelo animal, como que desfraldando a cauda.
Carga Genética: Trata-se da raça básica que deu carga genética às demais cultivadas
na atualidade.
Quando o cavalo evoluiu, através de milhões de anos, desde a Pré- História, partiu da
Ásia Central uma linhagem de animais delicados e exuberantes, denominados por
muitos pesquisadores como o Cavalo Ágil. Esta linhagem desceu para os desertos da
península arábica e, posteriormente, pelo Egito, chegou aos desertos do Norte da
África.
As invasões muçulmanas e os animais
capturados por Europeus em combate
com os árabes, difundiram a raça por
toda a parte.
A criação teve seu auge nos sultanatos
turcos, depois decaiu com o fim do
Império turco, para ressurgir graças
ao interesse de criadores europeus.
Trata-se de um grande raçador , dando
nobreza aos produtos resultantes de
sua cruza com eqüinos de raças mais
rudes; nos esportes, sua fantástica
resistência é quase insuperável.
O Cavalo Árabe tem uma cabeça pequena e côncava, percoço arqueado, linha de
garupa horizontal e cauda levantada de inserção alta.
Altura: de 1,42 a 1,51m, embora os puristas não aceitem mais de 1,45m como ideal.
Pelagem: Castanha ou alazã, passível de tornar-se tordilha se pelo menos um dos
genitores o for.
LENDA DO CAVALO ÁRABE: Alá disse ao Vento Sul: “Transforma-te em carne sólida, pois
de ti farei uma nova criatura, para a honra do Meu Sagrado Senhor e a desonra dos Meus inimigos, e
para ser um criado daqueles que estão sujeitos a Mim”. E o vento Sul respondeu: “Senhor, assim se
faça por Vós”. Então Alá tomou um punhado do Vento Sul e o assoprou, criando o cavalo e dizendo:
“Teu nome será Árabe, e a virtude estará no pêlo de teu topete e a pilhagem estará em teu dorso.
Tenho preferido a ti entre as bestas de carga, pois fiz de teu patrão teu amigo. Dei-te o poder de voar
sem as asas, Lenda seja numa investida violenta como numa retirada. Colocarei homens em teu dorso,
cuja honra e louvor sejam a Mim dirigidos e que cantem Aleluia em Meu nome”.
PADRÃO DA RAÇA: (ABCCA)
Muitas das atuais características do cavalo árabe resultam de sua adaptação ao
deserto. São, com certeza, aspectos de sua conformação primitiva que foram
privilegiados, selecionados e desenvolvidos com grande sabedoria pelos beduínos. Isso
foi realizado com tal maestria através de conceitos e ensinamentos passados de
geração para geração durante milênios, que nenhum hipólogo ou compêndio sobre
eqüinos se recusa ou mesmo titubeia em afirmar que o Puro Sangue Árabe é o mais
perfeito animal e o verdadeiro protótipo do cavalo de sela.
Os olhos – Os olhos do cavalo árabe são típicos de muitas espécimes de animais do
deserto. Grandes e salientes, eles são responsáveis por prover o animal de uma
excelente visão, a qual alertava os primitivos cavalos Árabes dos ataques de seus
predadores.
Narinas – As narinas do cavalo Árabe que se dilatam quando ele corre ou está
excitado, proporcionam uma grande captação de ar. Normalmente as narinas se
encontram semi-cerradas reduzindo a poeira proveniente da respiração nos climas
mais secos como no deserto.
Maxilares – O tamanho e a grande separação entre os maxilares ou ganachas no
cavalo Árabe proporcionam um bom espaço para a passagem de sua desenvolvida
traquéia – provavelmente esse é um outro fator de adaptação para aumentar a captação
de ar.
Carregamento de cabeça – O carregamento natural de cabeça do cavalo Árabe é muito
mais alto do que qualquer outra raça, especialmente ao galope. O alto carregamento
da cabeça facilita a passagem do ar, abrindo as flexíveis narinas e alongando a
traquéia. É comprovado que os cavalos Árabes possuem maior número de células
vermelhas que as outras raças, o que pode indicar que o cavalo Árabe usa o oxigênio
mais eficientemente.
Pele – A pele negra por debaixo dos pêlos do cavalo Árabe é visível devido à delicadeza
ou ausência de pêlos em torno dos olhos e focinho. Essa pele escura em torno dos olhos
reduz o reflexo da luz do sol e também protege contra queimaduras. A fina pele do
cavalo Árabe proporciona a rápida evaporação do suor resfriando o cavalo mais
rapidamente.
Irrigação Sanguínea – As veias que se tornam visíveis por saltarem à flor da pele
quando o cavalo Árabe enfrenta um grande esforço físico, em contato com o ar,
resfriam rapidamente a circulação sanguínea, proporcionando maior conforto em
longas jornadas.
Crina – Os pêlos da crina são normalmente finos e longos, protegendo a cabeça e o
pescoço da ação direta do sol. O longo topete na testa também protege os olhos do
reflexo e da poeira.
Focinho – O pequeno e cônico focinho também deve ser creditado de sua herança do
deserto. A escassez de alimentos deve ter reduzido o focinho para o admirado tamanho
e formato de hoje. Os finos e ágeis lábios provavelmente são resultados dos ralos
pastos do deserto. Os cavalos dos beduínos pastoreavam apenas esporadicamente
comendo poucos chumaços de grama aqui e ali, enquanto seguiam em suas longas
jornadas. Lábios ágeis podem rapidamente se prover de pequenas porções de ralas
gramas e ervas.
Estrutura Óssea – É fato que muitos cavalo Árabes possuem apenas cinco vértebras
lombares, diferentes das seis comuns em outras raças. Essa vértebra a menos explica o
pequeno lombo e a resultante habilidade em carregar grandes pesos
proporcionalmente ao seu tamanho. No entanto, modernas autoridades do cavalo
Árabe, como Gladys Brown Edwards, afirmam que não são todos que possuem cinco
vértebras, muitos possuem o padrão de seis vértebras. Até hoje não é sabido qual
número mais comum de vértebras no cavalo Árabe e não há evidência de que o Árabe
que possui cinco seja mais puro ou mais desejável do que o que possui seis.
Carregamento da Cauda – O alto e natural carregamento da cauda é resultado da
singular estrutura óssea do cavalo Árabe. A primeira vértebra da cauda, que se liga à
parte interna da garupa é levemente inclinada para cima, ao contrário de outras raças
que se inclina para baixo.
A cabeça – A distinta beleza do cavalo Árabe é uma das principais marcas do tipo da
raça. O clássico perfil é marcado por duas características: jibbah e afnas, muito
admiradas pelos beduínos.
Jibbah – é a protuberância acima dos olhos. Nem todos os cavalo Árabes maduros
possuem, mas ele é óbvio nos potros. O Jibbah aumenta o tamanho da cavidade nasal
proporcionando maior capacidade respiratória.
Afnas – O afnas é a chamada “cabeça chanfrada”. O chanfro é a depressão no osso
frontal da cabeça entre os olhos e o focinho, ele apresenta uma curva côncava no perfil
da cabeça. Embora o Afnas fosse admirado pelos beduínos como um aspecto de beleza,
nem todos os seus cavalos possuíam o chanfro pronunciado, da mesma forma que hoje
nem todos os modernos cavalos Árabes possuem esse perfil. Mas uma cabeça é
considerada boa e típica quando possui:olhos grandes, salientes, bem separados e
situados logo abaixo da testa;testa larga;narinas grandes e flexíveis;cabeça
descarnada e seca;a expressão geral é alerta, inteligente e vivaz.Os chamados “olhos
humanos” ou “branco nos olhos” no qual é visível a esclerótica branca em torno da íris
é um ponto polêmico na criação do cavalo Árabe. Margaret Greeley em seu livro
“Arabian Exudus” cita Wilfrid Blunt afirmado que o branco nos olhos não era um sinal
de mau temperamento, pelo contrário, era uma característica desejada pelos beduínos.
Muitos juízes e criadores modernos, no entanto, desgostam e penalizam os cavalos que
possuem essa característica a despeito do fato dela aparecer em certas antigas e
valiosas linhagens.
                                       Appaloosa

O gene que faz o cavalo malhado é tão antigo
quanto o próprio eqüídeo mas, o crédito pela
criação de uma raça distintiva de pelagem
mosqueada cabe modernamente aos índios Nez
Percé da América do Norte, que vivem no
noroeste Nez Percé da AMérica do Norte, que
viviam no noroeste do atual estado do Oregon.
Suas terras incluíam o vale do rio Palouse (ou
Palousy), e foi o rio que deu nome aos cavalos.
Geneticamente, os animais tinham sangue Árabe, Berbere e a fusão destes com os
autóctones, ibéricos, o Andaluz. Os animais que traziam na sua carga genética esta
peculiaridade de pelagem, provavelmente eram descendentes de Árabes de origem
persa.
Todos os eqüinos das Américas descendem dos cavalos reintroduzidos pelos
conquistadores ibéricos. Os indígenas norte- americanos capturaram eqüinos trazidos
pelos exércitos espanhóis que invadiram o México.
A raça desenvolveu-se no século XVIII, com base nos cavalos trazidos pelos espanhóis.
Nesse lote havia exemplares de pelagem salpicada descendentes remotos de cavalos da
África Central. Os Nez Percé, que eram grandes criadores de cavalos, praticavam
rigorosas políticas seletivas. Finalmente obtiveram um cavalo capacitado para
qualquer trabalho, de aspecto inconfundível, além de essencialmente prático.
Em 1877, a tribo e a manada quase foram exterminadas quando o governo da União
ocupou as reservas. Todavia, em 1938, com a fundação do Appaloosa Horse Club, em
Moscow, Idaho, a raça começou a renascer das cinzas. Seu registro é hoje o terceiro
mais numeroso do mundo.
No Brasil, a raça foi introduzida pelo criador Carlos Raul Consoni, na década de 70,
em São Paulo.
Um Appaloosa é identificado, de imediato, pelas pintas que apresenta na sua pelagem,
usualmente concentradas numa região do corpo, como a garupa, mas pode apresentarse
com pintas em todo o corpo.
Em termos de estrutura, é semelhante ao Quarto de Milha de lida, ou seja, um animal
mais troncudo do que longilíneo, apresentando sólida ossatura. Os olhos possuem
esclerótica branca em torno da íris; a cabeça de desenho refinado, com caráter
distintivo; a pele do nariz conspicuamente mosqueada; possui lineamente compacto,
com quarto robusto, resultado da introdução de sangue quarto de milha; os membros
são adequados, um pré-requisito de qualidade e os cascos são duros, em geral com
listras verticais. Altura: de 1,42 a 1,52m.
O Appaloosa moderno é reprodutor, mas também animal de competição (corrida e
salto), notável pela resistência, vigor e boa índole.
Praticamente qualquer fundo básico sobre o qual se apresentem as pintas, que podem
ser claras ou escuras, para contrastar. Há cinco pelagens oficiais de Apaloosa: blanket
(cobertor), marble (mármore), leopard (leopardo), snowflake (floco de neve) e frost
(geada). O Appaloosa é dócil, ágil e vigoroso, um excelente animal de lida, além de ser
cultivado por simples motivos estéticos.
                                         Argentino
Função: Animal altamente competitivo para os
esportes amadores.
Altura: Quando atingem de 1,60 a 1,70m são
destinados ao salto ou ao adestramento;
quando menores que 1,50m são destinados ao
pólo.
Pelagem: Alazã, castanha e tordilha.
Animal harmonioso que se confundiria com o
Anglo Árabe se não fosse a chanfro convexo em
vez de reto ou até mesmo côncavo do Anglo- Árabe. Possui porte altivo como um Puro-
Sangue Inglês, embora os indivíduos de conformação ideal sejam mais curtos de dorso
e anca, possuam braços mais verticais e quartelas mais curtas que o PSI.
Originalmente denominado de Anglo- Argentino, este cavalo excepcional para a
prática de esportes amadores resultou da cruza do puro- Sangue Inglês com o Crioulo;
portanto, tem sangue Árabe e Berbere, basicamente, as raças formadoras do PSI e do
Andaluz, este sendo o gerador do Crioulo na América do Sul.
As pastagens Argentinas são mundialmente famosas por sua excelência para a
equinocultura . Além da criação de excepcionais Crioulos, usados precipuamentes na
lida, os argentinos desenvolveram uma raça voltada para o esporte, através da cruza
com o PSI.
Do cavalo de corrida obtiveram o porte e a vivacidade; do crioulo colheram a
resistência e os úmeros mais verticais e quertelas mais curtas, que fazem o animal
perder em velocidade mas ganhar em termos de resistência, sobretudo, nos saltos.
Em 1983, a raça foi oficialmente redenominada de Sela – Argentina, tanto por motivos
políticos resultantes do conflito com a Inglaterra sobre a posse das ilhas Malvinas
quanto para evitar incongruências quando da utilização de linguagens germânicas,
como as Trakehner, Hanoveriana etc., em novas cruzas na atualidade.
                                       Campolina
Trata-se de um animal de grande
estatura e marchador. Possui as
características básicas do Marchador
Mangalarga, do qual foi evoluído, mas
em porte mais imponente. A cabeça é
forte e muitas vezes o chanfro é
acarneirado, mais próximo ao perfil do
Crioulo do que propriamente do
Mangalarga, os anteriores são mais
imponentes que os quartos posteriores,
sendo os ombros fortes e inclinados e a cavidade toráxica ampla e profunda, canas
curtas e de bons ossos, mas, proporcionalmente, a garupa é estreita.
A base da raça, o Marchador e, ainda, o Crioulo (que era levado do Rio Grande do Sul
para Minas Gerais) é, proveniente dos animais trazidos da Península Ibérica, portanto,
Berbere e Árabe.
O Criador Cassiano A. da Silva Campolina ganhou uma égua, Medéia, da raça
Marchador Mangalarga, que havia sido cruzada com um garanhão Andaluz, de
Antônio Cruz, que pretendia obter um produto mais robusto. Nasceu um potro,
Monarca, do qual se desenvolveu a raça, recebendo infusões de sangue Anglo –
Normando (do Garanhão Menelicke e, posteriormente, de PSI.)
Originalmente, o Campolina foi utilizado para a tração de tróleis e carruagens.
Atualmente, é um excelente animal para o lazer, reunindo o conforto da marcha ao
porte robusto para passeios rurais.
Altura: Se provir de boa criação, atinge 1,65m. Pelagem: Além das básicas, alazã e
castanha, há a báia, de cor amarelada, crinas e membros negros e , às vezes, zebruras
listras, raia da cernelha à garupa, etc.
                                           Crioulo
Trata-se de um animal harmonioso nativo
da República Argentina, o crioulo pode
ser encontrado, sob formas ligeiramente
difrentes e uma grande variedade de
nomes. Com o chanfro acarneirado,
herança esta de sua ascendência ibérica,
não possui a desproporção que se
observa no Andaluz e na maioria dos
Mangalargas entre os quartos traseiros
Descendente dos animais ibéricos, a
garupa genética é a do Berbere e a do
Árabe. O cavalo desapareceu dos
territórios americanos na Pré Historia, sendo reintroduzido somente na colonização
ibérica. Os espanhóis, a partir da América Central, levaram o cavalo para o Norte, ao
México, e para o Sul , até o Peru. Do México, o cavalo espalhou-se pelo que hoje
constituiu os Estados Unidos, e, do Peru, o cavalo seguiu para o sul, numa rota
paralela à costa do Oceano Pacífico, via Chile, até invadir a Argentina e o Rio grande
do Sul, onde o cultivamos, originalmente, no Brasil. Atualmente, a raça está sendo bem
difundida em todo território nacional.
Pelagem: Praticamente qualquer uma, predominante o baio gateado ( com estrias
escuras nos joelhos e jarretes). A pelagem dominante no Brasil, a gateada, que é um
báio com fio do lombo e às vezes zebruras. Além dela encontram-se a moura, a rosilha,
a alazã, a zaina, a tordilha, sendo ainda freqüente no Brasil as pelagens malhadas:
oveira e tobiana, indesejáveis.
Função: Trata-se de excepcional cavalo de lida, potente, dócil e resistente, com incrível
capacidade de trabalho e subsistência sob condições. Nos dias atuais, está sendo
descoberto pelos praticantes do hipismo rural, com crescente sucesso esportivo. É
educado num galope especial, curto, porém continuado, que permite fazer muitos
quilômetros por dia. Seu andamento natural é o trote e o passo, num caminhar baixo,
de acordo com os terrenos planos do sul.
PADRÃO DA RAÇA:
1 – CABEÇA:
PERFIL: Sub-Convexo; Retilíneo; Sub-Côncavo
COMPRIMENTO: Curta
GANACHA: Delineada; Forte e moderadamente afastada
LARGURA: Fronte – larga e bem desenvolvida
Chanfro – Largo e curto
ORELHAS: Afastadas; Curtas; Bem inseridas; Com mobilidade
OLHOS: Proeminência; Vivacidade
2 – PESCOÇO:
INSERÇÕES: Cabeça – Limpa e resistente;Tórax – Rigorosamente apoiada no peito
BORDO SUPERIOR: Sub-Convexo; Crinas grossas e abundantes
BORDO INFERIOR: Retilíneo
LARGURA: Amplo; Forte; Musculoso
COMPRIMENTO: Mediano
3 – LINHA SUPERIOR:
CERNELHA: Destaque moderado; Musculosa
DORSO: Mediano; Musculoso; Bem unido a cernelha e ao lombo
LOMBO: Musculoso; Unindo suavemente o dorso e a garupa
GARUPA: Moderadamente larga e comprida; Levemente inclinada proporcionando
boa descida muscular para os posteriores
COLA: Com a inserção dando uma perfeita continuidade à linha superior da garupa.
Sabugo curto e grosso, com crinas grossas e abundantes.
4 – TÓRAX, VENTRE E FLANCO:
PEITO: Amplo; Largo; Profundo; Encontros bem separados e musculosos
PALETAS: Inclinação mediana; Comprimento mediano; Musculosas, caracterizando
encontros bem separados
COSTELAS: Arqueadas e profundas
VENTRE: Sub –Convexo, com razoável volume; Perfeitamente unido ao tórax e flanco
FLANCO: Curto; Cheio; Unindo harmonicamente o ventre ao posterior
5 – MEMBROS ANTERIORES E POSTERIORES:
BRAÇOS E COTOVELOS: Musculosos; Braços inclinados; Com cotovelos afastados
do tórax
ANTEBRAÇOS: Musculosos; Aprumados; Afinando-se até o joelho
JOELHOS: Fortes, nítidos, no eixo
CANELAS: Curtas, com tendões fortes e definidos; Aprumadas
BOLETOS: Secos, arredondados, fortes e nítidos; Machinhos na parte posterior
QUARTELAS: De comprimento médio; Fortes, espessas, nítidas e medianamente
inclinadas
CASCOS: De volume proporcional ao corpo, duros, densos, sólidos, aprumados e
medianamente inclinados. De preferência, pretos
QUARTOS: Musculosos, com nádegas profundas. Pernas moderadamente amplas e,
musculosas interna e externamente
GARRÕES: Amplos, fortes, secos. Paralelos ao plano mediano do corpo, com ângulo
anterior medianamente aberto
                                 Alçada Tórax Canela
                   Min. Máx. (perímetro) Min.* (perímetro) Min.*
MACHOS     1,40           1,50                1,68                0,18
FÊMEAS      1,38           1,50                1,70                0,175
CASTRADO 1,38          1,50                1,68                0,18
                                         
                                            Einsieder

Esta raça é a versão suíça do cavalo Anglo Normando. É um animal de esporte,
garboso como um Puro Sangue Inglês, mas
possuindo as características mais adequadas
ao salto, como o conjunto dorso/ anca mais
curto, canas curtas e fortes, cuvilhões mais
baixos, quartelas mais curtas, garupas
fortes, etc.
Basicamente a do Anglo Normando, e ainda
do Hackney, introduzida modernamente. A
cultura de uma raça para esportes, na Suíça,
curiosamente é devida aos monges
Beneditinos! A tradução do nome da raça é “eremita”. O primeiro registro da criação
data de 1064, obviamente a partir de animais meramente nórdicos, pois nem sequer
existia a Inglaterra como nação! Contudo, os suíços foram introduzindo o Anglo-
Normando à medida que esta raça foi sendo desenvolvida na França e, posteriormente,
houve a importância do Hackney, diretamente da Inglaterra.
Função: Cavalo desenvolvido para esportes, sendo excelente saltador ou animal de
adestramento. Contudo, muitos o utilizam como trenós no inverno ou praticar o
perigoso esqui na neve. Quando um indivíduo atinge grande estatura, há quem até
mesmo o empregue na tração agrícola em Zonas rurais.
Altura: Em média, 1,62m, mas pode atingir 1,70m.
Pelagem: Qualquer uma é possível, mas a grande incidência é a de pelagens claras,
como a alazã ou baia, na qual somente as crinas e membros inferiores são escuros.
Possivelmente, através dos tempos, houve a eliminação propositada do gens tordilho,
mas as demais pelagens teriam sido clareadas pela natureza nórdica.

                            Mangalarga Marchador

A raça passou a ser cultivada a partir da crianção
do barão de Alfenas, cruzando um garanhão Alter
Real, presente de D. Pedro II, com o rebanho
mineiro dos Junqueira, de origem também ibérica.
Seu nome deve-se ao seu andamento, ou mais
provavelmente ao nome de uma fazenda no Estado
do Rio de Janeiro, onde esses animais, por volte de
1845, passaram a ser conhecidos e cobiçados por
todos os homens de posse da então capital do
Império. É a mais antiga raça zootecnicamente
formada na América Latina.
Tendo a Associação de Criadores de Mangalarga de São Paulo estabelecido
preferência para o andamento denominado “marcha trotada” em contraposição à
preferência dos criadores mineiros para a marcha picada, resolveram estes últimos
organizar sua própria Associação, com livros separados de registro, a partir de 1950,
de acordo com o padrão seguinte, modificado em 1951.
Descrição
Peso de 350 a 400 quilos no macho (menor do que o Paulista).
Estatura de 150cm no garanhão, com uma média de 151 e um mínimo de 146cm. Na
fêmea 144cm, com um mínimo de 138cm.
Perímetro torácico de 175cm no macho e 173cm na fêmea.
Pelagens – As dominantes são a castanha e a tordilha . São também freqüentes a báia e
alazã, ocorrendo em menor proporção a negra, a branca, a rosilha, a lobuna e a
pampa.
Cabeça de tamanho médio e harmoniosa, com fronte larga e plana, de perfil retilíneo,
tolerando-se o subcôncavo, ganachas delicadas e afastadas . Os olhos devem ser
afastados, grandes, vivos, e de pálpebras finas. As orelhas são de tamanho médio, bem
implantadas, atesouradas e móveis. A boca ser medianamente rasgada, com lábios
finos, iguais, móveis e firmes. As narinas devem ser abertas e flexíveis.
Pescoço leve, de comprimento médio, com crina rala e sedosa, harmoniosamente
ligado à cabeça e de inserção bem definida. Deve ser piramidal e bem posto, tolerandose
o ligeiramente rodado.
Corpo de porte médio, um pouco musculoso, entretanto prefere-se que seja de
aparência leve e de musculatura bem proporcionada. A cernelha, deve ser comprida,
alta, musculosa e bem definida. O tórax profundo e amplo com costelas longas e
arqueadas, o dorso e lombo curtos e direitos. Os flancos cheios e arredondados. A
garupa longa, musculosa e bem ligada ao lombo e tão horizontal quanto possível. A
cauda bem implantada, de inserção não alta, de sabugo curto e firme, ligeiramente
curvada para cima na ponta, quando o animal se movimenta, com crina rala e sedosa.
Órgãos genitais perfeitos.
Membros fortes, com articulações salientes, firmes e bem aprumados. A espádua é
musculosa; sem excesso e oblíqua. O braço curto e musculoso, o antebraço longo e
musculoso, os joelhos direitos, largos e chatos, as coxas cheias, as pemas longas, fortes
e bem aprumadas; os jarretes secos e aprumados; as canelas curtas, secas, limpas, com
tendões fortes e bem delineados; os boletos devem ser largos e bem definidos; as
quartelas médias, oblíquas e fortes e os cascos, arredondados, lisos, escuros, com a
sola côncava e a ranilha elástica.
                                        Paint Horse


Altura – média de 1,50m.
Porte – Médio
Altura – média de 1,50m. Porte – Médio
Andamento – Trote Aptidões – Um dos
cavalos mais versáteis. Ultilizado nas
corridas planas, salto, prova de rédeas,
tambores, etc.
Aptidões – Um dos cavalos mais versáteis.
Utilizado nas corridas planas, salto,
prova de rédeas, tambores, etc.
Influência: Espanhol. Atributos físicos, bem como os diversos tipos de coloração.
Origem: Século XVI. Descende dos cavalos espanhóis trazidos para a América no
século XVI. Até os séculos XVIII e XIX, uma linhagem de cavalos mosqueados,
derivados de sangue espanhol, ainda existia na Europa. O nome “pinto”vem do
espanhol “pintado”, que se tornou, para os cowboys americanos, “paint”. Cavalos com
mais de uma cor ou mosqueados eram também chamados de “calicos”.
Temperamento: Inteligente e disposto.
Pelagem: São dois os tipos de coloração: overo e tobiano. Overo E a pelagem com a
cor básica acompanhada de grandes manchas brancas oirregulares: tobiano é a
pelagem de fundo branca, com
grandes irregulares de cor.
Característica: É difícil dar
ao Paint Horse status de raça
no sentido tradicional da
palavra, devido à falta de
consistência no tipo e no
tamanho.
História Da Raça
Em 1519 o explorador espanhol Hernando Cortes velejou ao continente Norte
Americano para achar a fama e fortuna. Junto com a companhia, ele trouxe cavalos
para ajudar seus homens a viajar por um mundo novo à procura de riquezas. De
acordo com o historiador espanhol Diaz del Castillo que viajou com a expedição, um
dos 16 cavalos de guerra que levaram Cortes e seus homens era um cavalo marromavermelhado
e branco com manchas em sua barriga. Esses cavalos cruzaram com os
cavalos nativos americanos “os Mustangs” e criou-se, o que hoje é chamado, “Paint
Horse”.
No início de 1800, as planícies
ocidentais foram povoadas
generosamente por rebanhos de cavalos
selvagens, e nesses rebanhos incluíam o
cavalo manchado. Por causa da cor e
desempenho, os cavalos manchados se
tornaram favoritos dos índios
Americanos. A evidência deste
favoritismo é exibida por desenhos de
cavalos manchados achados nas
pinturas de búfalos que servem como registros para o Comanches.
Ao longo de 1800 até 1900, estes cavalos manchados foram chamados por uma
variedade de nomes: pinto, paint, skewbald, piebald. Em 1950, o primeiro grupo
dedicado a preservação do cavalo manchado foi organizada e criou-se em 1962 a “The
Pinto Horse Association”. Um segundo grupo de entusiastas de cavalo manchados
organizou uma Associação, mas este grupo foi dedicado registrar reprodutores com
sangue de points, quarter horses e thoroughbreds, criando-se”American Paint Stock
Horse Association (APSHA).”
                                Quarto de Milha

Nome em inglês: Quarter Horse
Origem: Séculos XVIII – XIX – Estados Unidos
Temperamento: Linfático (warnblood)
Pelagem: As básicas.
Uso: Sela, lida, corridas e hipismo rural
Influências: Produto de cruza do Mustang
com o PSI, descende do Andaluz também, ou
seja, possui sangue Berbere e Árabe em todas
as suas origens.
Altura: entre 1,50 e 1,60 m
O quarto de milha é o primeiro de todos os cavalos americanos de raça,
é tido como “o mais popular do mundo”. Mais de três milhões estão
registrados na American Quarter Horse Association, fundada em Fort
Worth em 1941.
Usualmente é harmoniosoamente troncudo, emsmo quando
especializado em corridas. A cabeçaé ampla com orelhas pequenas e
focinho estreito, após ganachas bastante largas. Não é recomendável
que tenha a cernelha proeminente. Sua grande característica é a
potência dos quartos traseiros, como glúteos fortemente desenvolvidos
sobre a garupa. Esta raça foi desenvolvida pelos norte-americanos
para a lida nos tempos da colonização e que se tornou excelente carreirista para
distâncias curtas além da inteligência e destreza para
provas funcionais.
A origem do seu nome – Quarto de Milha – vem do fato
dos vaqueiros, no término do seu trabalho, iam divertirse
sempre nas pequenas cidades e organizavam corridas
de cavalo pelas ruas principais, que, naquele tempo,
tinham em média dois quarteirões, isto é, uns 400 m de
comprimento… Na realidade, a musculatura do animal é
própria para uma violenta explosão de velocidade, mas
por pouca duração,sendo adequada ou para as corridas curtas ou para a agilidade e
equilíbrio demonstrados em provas de balizas e tambores.

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